Saúde

PREVENÇÃO

Profissionais da Atenção Básica de Saúde são capacitados sobre Leishmaniose

Maranhão é o Estado com maior número de casos da doença

Publicado em: 14/08/2018 por Maria Almeida

Secretaria de Saúde

Profissionais da Atenção Básica de Saúde são capacitados sobre Leishmaniose

Evento organizado pela Vigilância Epidemiológica reuniu profissionais da Atenção Básica (Foto: Edmara Silva)

Para atualizar os profissionais de saúde da Atenção Básica sobre a conduta a ser adotada nos casos de diagnóstico da Leishmaniose Visceral (Calazar), a Prefeitura de Imperatriz, em parceria com Secretaria de Estado da Saúde realizou na manhã desta terça feria, 14, treinamento sobre a doença.

Capacitação, no auditório da Regional de Saúde, contou com a presença de médicos, enfermeiros e técnicos da Estratégia e Saúde da Família. No encontro, a infectologista Bianca Ferreira repassou orientações gerais sobre leishmaniose visceral e pigmentar, profilaxia de tratamento, tipos de doses que se devem usar e fluxo de atendimento do município quanto à notificação, referência e encaminhamento do paciente.

“Geralmente quem é acometido com a doença chega primeiro nas Unidades Básicas de Saúde, então é importante que esse profissional da atenção primária saiba identificar sinais e sintomas para diagnosticar  precocemente e começar o tratamento o quanto antes” – explicou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Maíra Santos.

Segundo ela, a leishmaniose é um agravo que tem crescido muito na região, inclusive com registro de óbitos infantis.  Dados do Programa Estadual de Vigilância em Controle mostram que, em 2017, foram notificados 600 casos de calazar no Maranhão. Desses, 88 em Imperatriz. “Então, nossa prioridade é realizar o atendimento com maior antecedência possível para evitar gravidade do paciente” – afirmou Maíra.

A médica Nathália Sales, da UBS Maria Aragão, reconhece a necessidade desse tipo de treinamento. “Isso facilita tanto o nosso trabalho como o atendimento prestado, porque as informações repassadas aqui vão nos auxiliar na identificação da doença de forma correta e na escolha do tratamento adequado, evitando o agravamento dos casos”– ressaltou.

Segundo o Ministério da Saúde, a leishmaniose visceral é uma doença infecciosa, transmitida por inseto vetor e o cão é a principal fonte de infecção. Vem se expandindo para áreas urbanas de médio e grande porte e se tornou problema de saúde pública. É uma doença sistêmica, caracterizada por febre de longa duração, perda de peso, astenia, adinamia e anemia. Quando não tratada, pode matar em mais de 90% dos casos.

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