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Nossa Memória

Os carnavais que marcaram Imperatriz

Breve histórico das festividades do Rei Momo na cidade

Publicado em: 01/03/2019 por Domingos Cezar

Fundação Cultural de Imperatriz

Os grandes bailes de carnaval de Imperatriz tiveram início na década de 1950, no salão onde atualmente funciona o auditório Vito Milesi, da Academia Imperatrizense de Letras – AIL, e depois, na sede social da União Artística, Operária e Agrícola de Imperatriz, entidade classista que reunia trabalhadores.

No começo da década de 1960, o carnaval já desfilava com seus blocos de “sujos”, pelas lamacentas ruas da cidade, que na época não tinha um palmo de asfalto. Os brincantes tocando todo o tipo de instrumento de percussão percorriam as ruas cantando marchinhas da época e que são tocadas até hoje.

Assim como no esporte, o carnaval dividia – no bom sentido – operários da União, do Sindicato dos Estivadores de Imperatriz e o bloco considerado de elite de pessoas que frequentavam o badalado Clube Tocantins, à época situado na confluência da Rua Godofredo Viana com Rua Hermes da Fonseca.

Na década de 1970, os bailes carnavalescos se realizavam no denominado Clube da União, Clube Tocantins, Juçara Clube e nos pequenos clubes dos bairros periféricos. Pelas ruas da cidade continuavam desfilando os denominados “Blocos de Sujos”, cujos brincantes tinham liberdade de escolher suas fantasias.

Em 1980, o carnaval de Imperatriz explodiu de vez com a criação de grandes escolas que disputavam pela avenida títulos de campeões de bateria, mestre-sala, samba enredo, alegoria, passistas, abre-alas, baianas e a Rainha do Carnaval, cujo certame era feito previamente, pois também contava pontos para a escola.

Entre essas grandes escolas que concorriam na avenida rememoramos: Voluntários do Samba, Tereza Cristina, Mangueira e Vila Nova, que tinham carnavalescos como Eduardo Moloni, Dahl Cordeiro, Mauro Soh, Manoel Cecílio, Rosane Fiquene, Zeca Tocantins, Ernando Timóteo, Nildo Panelão, e Carlos Augusto Viana, o Lambau, entre outros.

“Mestre” Lambau relembra com certa melancolia a alegria contagiante, a disputa entre as escolas. Participou da bateria de algumas importantes escolas, ganhou títulos e fama de percussionista, títulos estes esquecidos pelo tempo. Grandes carnavalescos deixaram Imperatriz a exemplo de Mauro Soh e Dhal Cordeiro e o carnaval entrou em declínio.

João Mauricio Martins, então conhecido como Maurício da Embratel, relembra da ferrenha disputa do título de Rainha do Carnaval, que foi vencida pela primeira vez em Imperatriz, por uma escola considerada da periferia, a Escola de Samba Vila Nova, liderada pelo carnavalesco Manoel Cecílio.

As escolas de samba de Imperatriz desapareceram das avenidas da cidade no início dos anos 2000. Porém, as marchinhas carnavalescas foram resgatadas pela Fundação Cultural de Imperatriz, FCI, por intermédio de Zeca Tocantins e Lucena Filho, bem como o resgate dos blocos tradicionais e escolha da Rainha do Carnaval, há cerca de 10 anos.

Na atual gestão a Fundação Cultural, o presidente José Carneiro dos Santos Buzuca. a proposta de resgate das marchinhas carnavalescas, eleição da rainha e musa do carnaval, foi ampliada na administração do prefeito Assis Ramos, com atrações de shows nacionais, além dos artistas locais. 

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