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Nossa Memória

A história da sétima arte em Imperatriz

Publicado em: 05/04/2017 por William Castro

Orson Welles afirma que “O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho”. Esse caminho sem fronteiras, começa a ser traçado mundialmente em 1895 na França com os irmãos Louis e Auguste Lumiere. Em, Imperatriz este sonho começa a ser vivido e conhecido tardiamente, apenas no final da década de 1950. 

Isolada geograficamente, Imperatriz abre-se ao Brasil exponencialmente em 1958 com a construção da Rodovia Belém-Brasília. A Enciclopédia de Imperatriz (2002), explica que este passo rumo ao desenvolvimento, fez com que chegasse a Imperatriz, a primeira expressão da sétima arte, o cinema. Assim, no final da década de 1950 é inaugurado o Cinema Muiraquitã.

O ambiente, fundado pelo comerciante e político Manoel Soares, tinha como responsável técnico Mustafá Chariffe e englobava também um bar e uma lanchonete que tiveram maior atenção com a importação e exportação de produtos, deixando de lado os cuidados com a sala de cinema. Assim, em 1965, Lourenço Souza (Léo) aluga o espaço e reabre o cinema. Sem empresas de rádio e televisão, o cinema levava cultura e informações para pouco mais de 100 pessoas que se espaço suportava em cada sessão.

Em 1972, Imperatriz dá mais um passo de melhorias com a inauguração de uma central de energia elétrica própria feita pela CEMAR pois, até então a energia era oriunda de um gerador da prefeitura. Nesse momento, os donos do prédio pedem o espaço de volta ao sr. “Léo” que fecha as portas do cinema.

Em 1974, o cinema volta com um novo projeto elevando-o ao status de glamour. Repaginado, o cinema recebe o nome de “Cine Fides”, homenageando a filha do sr. Léo. Nesse espaço temporal, o cinema realiza também ações itinerantes com exibições que chegaram até Açailândia.

Com o advento de novas tecnologias e com a economia mais desenvolvida e competitiva, o cinema fecha suas portas no final da década de 1980. Atualmente o espaço é sede da Igreja Mundial do Poder de Deus.

Nos anos 2000, a cidade recebe um novo cinema mais moderno e que ganha espaço entre os jovens e torna-se, inclusive, ponto de encontro aos finais de semana, o Cine Timbira. Localizado no Timbira Shopping, o primeiro shopping da cidade, o cinema teve anos áureos e perdeu espaço nos últimos anos e fechou as portas quando foi inaugurado novos cinemas nos shoppings Tocantins e Imperial, com tecnologias como imagens em terceira dimensão; o Cine Star e o CineSystem.

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